T.I. 2010

O objetivo principal do blog é publicar a segunda etapa do T.I. 2010.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Matemática

OS IMPACTOS DA ESCRAVIDÃO NO COTIDIANO


        A população africana começou a habitar o território brasileiro na primeira metade do século XVI, com a produção de açúcar. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste.
        A escravidão veio para o Brasil através do mercantilismo: os negros africanos vinham substituir os nativos brasileiros (Índios) na produção canavieira. Esse tráfico dava lucro à Coroa Portuguesa, que recebia os impostos dos traficantes. Até 1850, a economia era quase que exclusivamente movida pelo braço escravo. O cativo estava na base de toda a atividade, desde a produção do café, açúcar, algodão, tabaco, transporte de cargas, às mais diversas funções no meio urbano: carpinteiro, pintor, pedreiro, sapateiro, ferreiro, marceneiro, entre outras, embora várias dessas profissões fossem exercidas principalmente por cristãos-novos. Os escravos eram a base da economia.
        Para que a escravidão se justificasse, o escravo não era considerado um ser totalmente humano por nenhuma das instituições, inclusive pela igreja.

A população negra, na época da escravidão, era maior do que a de brancos?



        Em meados do século XVII a população escrava no Brasil superava a população livre: em 1660, o Brasil contava 74.000 brancos para 110.000 escravos. uma situação que prevaleceu até meados do século XIX. pois os cálculos efetuados em 1816 acusavam que, dos 3.358.500 habitantes do Brasil, 1.428.500 eram livres, inclusive pretos e pardos forros, e 1.930.000 escravos.


Em torno de quantos escravos desembarcaram no Brasil?




        Entre os anos de 1761 e1829 o tráfico de escravos atingiu um grande número, desembarcando cerca de 1.720.000 escravos vindo da áfrica, ou seja, nesse período desembarcaram mais escravos do que de 1500 a 1700. A prática escravista estava se tornando uma economia forte, baseada em desrespeito moral e cultural com os povos oriundos da África.
        Em 1850, surge a lei Eusébrio de Queirós, que proíbe o tráfico de escravos, por isso que há uma queda brusca no índice de entrada de escravos no Brasil entre 1830 e 1855.

Como se dá a ocupação de brancos e negros no mercado de trabalho?



        Embora mais de um século já tenha se passado desde a abolição da escravatura no Brasil, pouco mudou em relação à situação do negro na sociedade. Marginalizados, ainda hoje os negros e mulatos brasileiros disputam um lugar ao sol, tentando se libertar dos grilhões invisíveis do racismo e da discriminação. Mesmo que as autoridades brasileiras não admitam a existência do preconceito racial, todos sabem que ele existe e que está impregnado na estrutura de nossa sociedade. Sociedade essa que privilegia clara e abertamente os brancos. Isso pode ser constatado principalmente no mercado de trabalho.
        A tabela e o gráfico mostram que os negros, normalmente, não conseguem emprego em áreas tão boas quanto à dos brancos. Esse fato ocorre tanto pelo preconceito, como pela baixa escolaridade que a maioria dos negros possui.

Como estão as condições de vida dos negros atualmente?



        Com empregos não tão bons valorizado quanto os dos brancos, hoje o número de negros que vivem abaixo da linha da pobreza supera bastante o de brancos.
        Pesquisas de 1996 mostraram que a taxa de mortalidade entre crianças negras e pardas no Brasil é dois terços superior à da população branca da mesma idade. Em outras palavras, até os cinco anos, elas têm 67% mais chances de morrer do que uma criança branca. O índice de mortalidade de crianças brasileiras negras de até 5 anos de idade é de 76 para cada mil nascida vivas. Entre as brancas, a taxa cai para 46 mortes em cada mil. Isso pode ser indicado como fruto da desigualdade racial, crianças onde os pais têm melhores condições de vida vão possuir médicos bons, água encanada, esgoto e moradia adequada.

A escravidão é refletida nos dias de hoje

        Com todos esses dados podemos concluir que a escravidão reflete-se claramente no cotidiano, trazendo muitos impactos negativos. Porém devemos sempre nos lembrar que os africanos foram elementos essenciais para a formação não somente da população, mas também da cultura brasileira. . Desde a culinária e chegando até a língua portuguesa, é impossível não perceber a influência da dos africanos em nosso cotidiano. Por isso o preconceito é algo tão inútil quanto a escravidão.

SERÁ QUE OS ÍNDIOS TÊM A ATENÇÃO MERECIDA?


Como está hoje a situação demográfica dos índios?

        Quando os portugueses chegaram aqui, em 22 de Abril de 1500, estima-se que havia mais de cinco milhões de índios habitando o nosso território. Todos esses índios estavam distribuídos nas mais diversas regiões brasileiras e tribos. A estimativa é de que o Brasil possuísse em torno de mil e quatrocentas (1.400) tribos, que falavam mil e trezentas (1.300) línguas diferentes. Infelizmente, devido à precariedade de dados históricos, torna-se impossível obter dados precisos da totalidade da população indígena no Brasil em 1500.
        A situação do índio brasileiro é muito diferente no dias de hoje, a começar pela quantidade de índios genuínos que habitam o território, cerca de trezentos e cinquenta mil (350.000) índios. Através da tabela e do gráfico abaixo, podemos perceber a grande redução do número de índios, assim como suas línguas e etnias.



        É de surpreender quedas tão grande em números de índios no Brasil. Podemos explicar tamanhas quedas através do passado: Quando os portugueses chegaram ao Brasil, trouxeram diversas culturas com eles, mas não só, varias doenças vieram com eles, como o sarampo. Essas doenças eram desconhecidas dos índios ate então. Como resultado teve-se varias mortes em torno da população. Outro fato que contribuiu para o extermínio da raça, foi o fato do grande poder de fogo que os portugueses possuíam, tornando as armas dos índios inúteis em revoltas. A escravidão promovida pelos portugueses trouxe várias baixas, assim como, mais recentemente, conflitos com fazendeiros e garimpeiros em busca de posse de terras.
        Cabe aqui ressaltar, que nos últimos anos, pela primeira vez em cinco séculos, houve um aumento na população indígena, já que havia em torno de duzentos e vinte mil (220.00) em 1985, e em 2005, já contávamos com trezentos e cinquenta e oito mil índios (358.000).
        Além da população indígena identificada oficialmente, há 55 notificações de grupos isolados ainda não contatados pelo homem branco. Há na FUNAI, desde 1987, uma unidade destinada a tratar da localização e proteção dos índios isolados, cuja atuação se dá por meio de sete equipes, denominadas Frentes de Contato, atuando nos estados do Amazonas, Pará, Acre, Mato Grosso, Rondônia e Goiás.

Hoje a maioria dos índios trabalha no meio rural ou urbano?



        Todo índio brasileiro tem o direito a terra, onde ele pode usufruir dela de maneira cociente. O índio não é dono da terra, mas tem direito a fazer uso de tudo o que essa área contém: fauna, flora, água, jazidas etc. Esses espaços são chamados de “terras indígenas” Muitas vezes a problemas envolvendo esses espaços, o que pode provocar revoltas. Esse tipo de ocupação tem como objetivo a preservação do hábitat e a garantia da sobrevivência físico-cultural dos grupos indígenas, reproduzindo, dessa forma, condições para a continuidade econômica e sociocultural da comunidade.
        A maioria dos indígenas concentran-se na parte rural. Tal fato ocorre por suas terras localizarem-se em meio rural, além de que, muitas vezes é tratado com desconfiança nos ambientes urbanos, impossibilitando o emprego desses em setores terciários e secundários. Contudo,ao longo destes quinhentos (500) anos, vagarosamente o índio foi sendo “aculturado”, ou seja, foi perdendo sua cultura original. Hoje, a maioria dos índios possui casas de alvenaria ou madeira, rede elétrica, roupas, aparelhos domésticos...

Quais são os números da mortalidade infantil indígena?

        Apesar de cada vez mais estarem sendo influenciados pelos pólos urbanos, os índios ainda possuem condições de vida em situações precárias comparado com o resto da população, com menor escolaridade, altas taxas de mortalidade infantil e pouco cuidado por parte dos governantes, à saúde dessa população.



        Vamos acompanhar na tabela e gráficos abaixo, dados sobre a mortalidade infantil indígena:
        Esse grande índice está relacionado diretamente a desnutrição, onde se forma uma cadeia: A mortalidade infantil está ligada à desnutrição, e a desnutrição ligada ao alcoolismo, já que muitos pais indígenas bebem e abandonam seus filhos em casa. Segundo muitos especialistas, tudo isso está ligado ao conflito cultural.

Como está o nível da escolaridade indígena?



         O problema na situação dos índios deve ser tratado com respeito e seriedade. Os índios são partes da população brasileira. Por isso o nível de escolaridade deve ser tratado de forma igualitária. Contudo isso não ocorre.
        Cerca de 24 milhões de brasileiros com cinco anos ou mais de idade - 16% da população do país - são analfabetos e a maioria (30%) dos que sequer sabem escrever o nome são indígenas. O nível de indígenas com curso superior é muito baixo. Contudo podemos ver que 60,5 % da população indígena já têm o Ensino Fundamental I, o que mostra um bom resultado no início dos estudos, porém acompanhado de uma grande queda no Ensino Fundamental II.
        Normalmente as terras indígenas estão em áreas distantes, tornando o contato com as cidades algo difícil, e muitas vezes impossível. Mas, os governantes não devem “intimidar-se” com tal fato. Os índios merecem um bom nível de escolaridade. Isso não seria melhor só para ele, mas sim para todo o Brasil, já que as taxas de analfabetismo iriam diminuir.

A percepção da situação dos indígenas por nós

        Com todos esses dados, podemos observar que talvez pelo fato da maioria índios viver em locais longe da “civilização”, esse povo tão importante em nossa cultura, não tem a atenção merecida.
        Todos nós temos um pouco de Índio. Esse é o legítimo brasileiro. Merece nossa atenção, respeito e cuidado. Se esses fazem revoltas, é porque algo não está certo.
        Vários pratos, nomes, palavras e expressões têm origem indígena. Se alguém acha que o índio não tem cultura está errado, todos têm cultura e todos devem respeitar a cultura dos outros. O índio só faz fortalecer a cultura do brasileiro.
        VIVA O ÍNDIO!

BIBLIOGRAFIA:
http://www.vivabrazil.com/abolicao_da_escravatura.htm
http://www.pime.org.br/mundoemissao/justicascond.htm
http://www.coladaweb.com/sociologia/a-situacao-do-negro-no-brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_no_Brasil http://vsites.unb.br/face/eco/cpe/TD/252Oct02FVersiani.pdf
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/escravidao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Afro-brasileiros
http://www2.uol.com.br/JC/sites/indios/grafico_educacao.html
http://www.portalnaturezaviva.org.br/PopulacaoIndigena.asp

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