Através de todo o primeiro semestre do ano letivo, os professores ministraram aulas sobre o tema e buscaram nos passar uma visão crítica sobre cotas, condições sociais, emprego, entre outros, de modo a nos tornar cidadãos conscientes de nossas escolhas e entendermos melhor as condições muitas vezes empregadas a pessoas por meras características físicas e culturais.
Nesta primeira redação, o autor (Giovanny Padovam Ferreira, 2641) busca mostrar como um negro se sente quando acham que por suas características físicas ele torna-se menos capaz.
Uma criança negra de dez anos busca mostrar ao mundo que pode ascender na sociedade. Para tal feito ela corre atrás de seu sonho, muitas vezes indignada com o que está acontecendo com a sociedade em que vive, e mostra tudo isso através de uma carta, que é lida por sua mãe após o filho ter se formado.
Querida mãe, escrevi isto quando tinha dez anos. Hoje, no dia em que concluo o curso superior de Ciências Políticas, quero que leias atentamente e guarde eternamente em seu coração:
Se você já se sentiu rejeitado, sabe como estou me sentindo agora, parado a observar crianças a brincar. Conviver com a rejeição diariamente virou rotina, e é por esse motivo que agora estou aqui, perdido em meus pensamentos, esperando que algum dia essa sociedade injusta mude.
Às vezes, eu gosto de ficar sozinho com a “cabeça nas nuvens”. Não tenho amigos para conversar nem brincar. Logo, ficar sozinho com a “cabeça nas nuvens” é o único jeito de esquecer que a maioria da vizinhança me acha muito diferente. Minha mãe diz que não há motivos para isso, mas no fundo ela também sabe que o simples fato de ser negro já é um tremendo motivo para aflorar o preconceito das pessoas.
Apesar de toda a implicância que a minha raça sofre, tenho um sonho: mostrar a todos que não há nada de errado em ser negro, que a escravidão foi algo sem sentido que acabou há muito tempo e que os negros já não devem ser tratados com desvantagens. Não concordo quando dizem que somos todos iguais. Na verdade somos todos diferentes, contudo as diferenças precisam ser respeitadas.
Muitos acham que não conseguirei realizar esse sonho nem daqui a mil anos, mas sou muito persistente e tenho muita fé e esperança. Sei que um dia vou ser alguém influente na sociedade e mostrarei a todos que ser negro não é sinônimo de ser inferior ou menos capaz.
Barack Hussein Obama II
O texto abaixo, desenvolvido pela aluna Ana Caroline Sell Prates, trata sobre o texto “O povo: suas cores, suas dores”, que retrata uma cena do cotidiano de uma patroa e uma empregada. São três questões sobre o tema que expressam a nossa opinião sobre o assunto.
& 1. A patroa de Geneci acha que também é povo. Em sua opinião, ela faz parte do povo? Para você, o que é povo?
Em minha opinião, a patroa de Geneci também é povo, pois povo são todas as pessoas que convivem com outros no meio em que se encontram, formando muitas comunidades, e posteriormente, todo o mundo. Existem muitas pessoas ainda que são povo, mas não convivem com o resto do povo, seja por exclusão, como as pessoas da África, ou por exclusão delas mesmas, fazendo assim com que outras pessoas pensem que não é povo.
2. Para convencer a empregada, a patroa se diz amiga dela. Você acha possível haver amizade verdadeira entre patrão e empregado?
Com certeza, pois se não haver uma certa amizade entre a patroa e a empregada, ou pelo menos respeito entre elas, o trabalho que a empregada faz pode ser bem mais demorado ou com menos vontade, e dependendo do serviço, a empregada pode ser bem remunerada. Além disso, a amizade entre elas pode ser tão grande que até em viagens da patroa a empregada vá ser convidada a ir também, podendo tirar até umas “férias” com a patroa.
3. A patroa, em certo momento, diz: “Se precisar pagar eu pago, eu pago”, e Geneci responde: “Não é isso. É que...”. Levante hipóteses: O que Geneci diria, se não tivesse sido interrompida pela patroa?
Poderiam gerar muitas hipóteses, como: Geneci poderia explicar a patroa que era um povo muito carente, e se ela chegasse com muito dinheiro, iria se sentir um pouco rejeitada ou os outros poderiam se sentir rebaixados. Outra hipótese seria a própria resposta final, que seus filhos não tinham com quem ficar e queria que a patroa “quebrasse seu galho”, ficando com eles. Poderia ocorrer também o fato de Geneci não querer que a patroa fosse, pois ela falava mal da patroa para suas amigas.
BIBLIOGRAFIA
Português Linguagens. Autores: William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães. Editora Atual - 2006.

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